sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Saúde ou..., a falta dela

Tanto se fala de saúde e tão mal se "trata" a saúde. Começa por nós próprios que usamos e abusamos deste  milagre que é o nosso corpo; comemos mal, dormimos pior, vamos aos limites. Na juventude corre sempre (ou quase sempre) tudo bem. Nada nos cansa, nada nos dói, é sempre a andar... O pior é quando os anos pesam e o nosso corpo, como tudo o que finito, começa a avariar. É um exame aqui, uma análise ali, uma radiografia acolá. É precisamente aqui que eu quero chegar com este post. Com todas as dificuldades que a "SAÚDE", enquanto instituição, está a enfrentar, como vai o cidadão comum ultrapassar a falta de saúde? Quando digo "cidadão comum" refiro-me à maioria que enfrenta salários baixos ou mesmo razoáveis, pensões mínimas ou até as razoáveis e, o que é pior, os desempregados. O Governo diz que "aperta o cinto", corta aqui e corta ali, há que reduzir a despesa. E o que é que "ele" escolhe? Comparticipações nas despesas com a saúde, bolsas escolares/académicas, pensões, subsídios de férias e de Natal, abonos de família, enfim, todos sabemos o quê, Tudo o que nos leva ao "fundo do poço",
Eu queria que, por um passo de mágica, todos "aqueles senhores" que estão na Assembleia da República e que se dizem "nossos representantes" vivessem um  mês, um apenas, com uma pensão mínima, com um salário mínimo e com família para sustentar. Eu queria que "eles" sentissem na pele o que é querer dar de comer a um filho e nada ter para o alimentar; eu queria que "eles" quisessem dar uma educação decente a um filho e sequer poder mantê-lo na escola pública; eu queria que "eles" precisassem de cuidados médicos a sério e o Estado não comparticipasse o tratamento adequado. Se "eles" tivessem que sofrer as nossas vicissitudes, por certo as leis que fariam seriam bem outras.
Meninos da AR, por favor "tenham juízo"! Cortem nos vossos "nababescos" salários e mordomias. Não foi para isso que vos elegemos! Vocês não nos representam coisa nenhuma! Nem mesmo os de "esquerda", os que dizem estar ao lado do povo, se interessam realmente pelo povo; também eles querem usufruir das benesses que os seus cargos lhes proporcionam. Falam, falam mas, no fundo, são iguais aos "outros".
Claro que os "meninos/as da AR" não lêem blogues como o meu, Mas eu queria tanto que lessem!!!
Queria tanto que ouvissem " a voz do povo"!!! O povo que trabalha ou que está "forçosamente" desempregado devia ter uma palavra a dizer; pelo menos chamar a atenção para as "verdadeiras injustiças". Não sabemos a "cura", mas sabemos onde "nos dói", Não temos solução para o país, mas sabemos que sacrificar apenas a "raia miúda" não é o caminho, Porquê aceitar, de ânimo leve, que o Sr. Catroga ganhe um salário das "mil e uma noites"? porquê aceitar a sua ARROGÂNCIA? Será, Sr. Catroga que consegue dormir tranquilo com a injustiça que origina? E quantos Srs, Catroga nós sabemos que existem....
Isto é inquietação, não é dramatismo. Eu até não sou de desanimar, até porque a vida já me colocou muitas vezes em becos que eu julgava sem saída e, depois, lá encontrei "nesga" para me esgueirar, mas ando inquieta e receosa que as coisas se compliquem e "baralhem".
Paciência de "chinês" , força de  "espartano" e coragem de "MÃE", serão as nossas armas.
Até breve!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Notícias

Acabo de ouvir as notícias da tarde. Céus ! Mais austeridade, mais "buracos", mais deslizes, mais enganos, mais despedimentos, mais encerramentos de empresas, eu sei lá! E o meu neto? Que mundo espera tantos e tantos "netos"? Que fizemos nós? Não costumo desanimar assim, mas o descalabro é tão grande que eu, simples cidadã, me pergunto se haverá solução. Alguma terá que haver, as a que preço? Sinto-me como uma formiga pertencente a um formigueiro que foi atacado por insecticida... O que poderei eu fazer para evitar a asfixia? Vou pensar.